Na lição passada você leu o registro: duas temporadas de side tracks e os quatro hackathons em que a Unruggable entrou antes de ganhar um, lidos no card dela em colosseum.com/hackathon. Nesta lição você escreve o arquivo que diz quanto esse registro vale para você.
A Colosseum revisa o seu repositório, e a página do hackathon, na temporada World's Fair de 2026, diz com todas as letras que a revisão não olha linguagem, framework, padrões nem qualidade de código. Leia isso duas vezes. A mesma página diz que os hackathons da Colosseum são competições de startups. É essa a única ideia desta lição: os critérios de julgamento dizem exatamente o que é pontuado, e o que é pontuado é uma empresa, não o código.
Sempre dou o exemplo de um hackathon presencial que ganhei em Dubai, com uma ideia que eu achava simples demais para se classificar e sem nenhuma demo planejada. Ela batia exatamente com o que os organizadores procuravam, o pitch vendeu, e nada disso tinha a ver com o código. Sorte não é um plano que dá para passar para um colega de time. O brief é.
Critérios de julgamento da Colosseum, colosseum.com/hackathon, lido em 2026-09-06
Founder + Market Fit
Insight
Product + Execution
Potential Market Size
Founder Communication
Viability
Traction
Se a página ao vivo mostrar nomes diferentes, vale a página, e anote o que mudou. Repare em Viability (viabilidade): se as suas anotações têm outra palavra nesse lugar, elas são de outra temporada. A lista também muda de página para página: a página Eternal da Colosseum, lida no mesmo dia, traz seis fatores, sem Traction (tração). Copie a lista da página do hackathon em que você vai entrar.
Founder + Market Fit (encaixe entre fundador e mercado) pergunta se o time tem as habilidades e a experiência certas e por que está motivado. Insight (a sacada) pede uma percepção única, ou uma tecnologia ou tendência nova. Product + Execution (produto e execução) pergunta se o produto funciona bem, como ele se compara com a concorrência e com que velocidade o time entrega. Potential Market Size (tamanho potencial do mercado) pergunta o tamanho do TAM, o mercado total que o produto poderia atender, e se ele é grande ou pequeno mas crescendo rápido. Founder Communication (comunicação dos fundadores) pergunta se os fundadores comunicam a visão com clareza. Viability pergunta se isso pode virar um negócio escalável e sustentável. Traction pergunta se o produto já tem demanda ou receita, e se isso dura.
Conte quantas dessas perguntas um jurado responde abrindo o seu código: uma, e só em parte.
revisão de repositório, colosseum.com/hackathon, lida em 2026-09-06
procura: trabalho significativo dentro da janela do hackathon
trabalho feito pelo time, não por terceiros
funcionalidades priorizadas com estratégia
não olha: linguagem, framework, padrões, qualidade de código
Priorizadas com estratégia diz exatamente o que o seu recorte precisa mostrar: eles querem ver que você deixou coisas de fora de propósito, e um histórico de commits mostra isso com mais honestidade do que qualquer deck.

o problema é real: Insight, Potential Market Size, Viability (perguntado com dinheiro junto)
o produto funciona: Product + Execution (a concorrência e a velocidade de entrega são a mesma pergunta ao longo do tempo)
a história convence: Founder Communication (respostas escritas, vídeo, entrevista de 15 minutos)
esse time aguenta: Founder + Market Fit, a revisão de repositório (trabalho feito pelo time), a entrevista
Traction não é uma pergunta nova. São as duas primeiras respondidas com evidência em vez de argumento: alguém já usa, então o problema é real, e o uso se sustenta, então o produto funciona. Viability e Traction são as duas linhas que uma competição de startups acrescenta. Ao lado de cada pergunta, anote o que o seu projeto já consegue dizer e escreva "em aberto" onde não consegue. A linha de Viability do Fiado diz "quem paga pelo fiado: ainda em aberto", e a linha de Traction é uma meta, "cinco mercadinhos rodando fiados reais até o prazo, e quantos voltam", nunca uma afirmação, porque número inventado no dia 0 é pior do que espaço em branco.
Traction é o fator que os times mais subestimam, e é o que um mês ainda consegue mover. Jurado nenhum dá valor à tecnologia se ninguém usa o produto construído em cima dela. Traction é gente usando o produto, gente contada, e não espera a mainnet: mercadinhos rodando fiados de verdade enquanto os pagamentos liquidam na devnet é tração, e um deploy na mainnet que ninguém abre não é. O curso vai montando essa contagem desde a semana 1.

python3 -c "from datetime import datetime; print(datetime.fromisoformat('2026-09-14T11:00Z').astimezone())"
Isso imprime o horário no fuso da sua máquina, com o offset junto. Python 3.11 ou mais novo entende o Z do final sozinho, em versão mais antiga troque o Z por +00:00, e confira o comportamento na documentação do datetime da sua versão. Quando a hora do prazo aparecer na página, cole no lugar dessa string e guarde o resultado com o original em UTC ao lado, para um colega em outro fuso poder refazer a conta.

desclassifica, colosseum.com/hackathon, lido em 2026-09-06
uma submissão de produto por time, e portanto uma por pessoa: ninguém entra com um segundo projeto por fora
o líder do time completa a submissão antes do prazo: o brief diz quem ocupa esse papel
deturpar o histórico de desenvolvimento, ou não declarar código que já existia: desclassifica, bane, revoga um prêmio
A página acrescenta que violar o Código de Conduta também desclassifica, uma quarta linha que você copia sem comentar. Se você constrói com um time de agentes e reaproveita código antigo seu, a terceira linha é com você: anote o que já existia antes de a janela abrir e declare isso na submissão, porque um histórico de commits que começa na véspera da temporada parece exatamente o que a página proíbe.
<hackathon>, <url>, lido em <data>
pede: <os critérios como nomeados na página>, cada um marcado com uma das quatro perguntas
desclassifica: <as próprias linhas da página>
Não é uma tabela: três linhas bastam para decidir se entra e o que adaptar.
A Colosseum pontua uma empresa, não o código: os sete fatores cabem em quatro perguntas, o problema é real, o produto funciona, a história convence, esse time aguenta, e Viability e Traction fazem duas delas com dinheiro e evidência na mesa. O código mora em uma linha das sete, e o jurado conhece o seu projeto primeiro por um vídeo de dois a três minutos, sem você na sala. Cada entrega que você fizer daqui em diante passa por essas quatro perguntas antes de seguir.
Na próxima lição o relógio ainda não começou e você já tem um pitch. Uma frase, escrita no dia 0, antes de existir cartão do time ou plano do mês. Você vai odiar essa frase, e a ideia é essa mesmo, porque as quatro perguntas que você acabou de distribuir são as que essa frase precisa aguentar.
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